Um Plus de Demagogia.

Pelo calendário eleitoral estão encerradas as Convenções dos Partidos Políticos, portanto a partir de agora os candidatos estão habilitados para fazerem suas campanhas e propagandas.

Da panorâmica dos últimos acontecimentos, coligações, candidaturas puras e a briga de fundo entre “direita” e “esquerda”, transparece sob minha ótica, que a chance de disputarem o segundo turno das eleições ficará entre o limitado Bolsonaro e o sorrateiro Alckmin.

O primeiro porque está garantido pelos votos dos “conservadores” ou ante-esquerda; e o segundo pela maracutaia de coligações politicamente recheadas de votos, apesar do peso de companhias de baixo coturno moral. Pode até ser que eu esteja enganado, mas parece que esta probabilidade tem alguma pertinência.

A Marina como sempre será figurante; o Ciro, o valente do sertão, toda a vez que abre a boca mais perde o pouco eleitorado que tem; o Lula é uma grande e bisonha piada, gerada por pessoas que vivem fora da realidade; e os outros candidatos, pessoas conhecidas apenas em seus bairros e igrejas.

Ah! Tem o Álvaro, que sem duvida é o melhor candidato no aspecto de respeitabilidade e honorabilidade pessoal, infelizmente sem densidade eleitoral e nem tempo de TV. Tem pecado um pouco nas propostas de  ampla reforma do Estado, ao defender entre outras, a diminuição do Congresso Nacional, com as reduções dos cargos de deputados e senadores, que sabidamente não depende da iniciativa do Presidente da República.

E também pelo uso de palavras dispensáveis, como a frase que fez veicular pela imprensa, logo após a convenção do Podemos, ao alardear que irá convidar o Moro para ser o Ministro da Justiça do seu futuro governo. Convite aleatório e açodado que soou como típica demagogia. E ele pela sua notável experiência pública, não precisava usar destes artifícios.

O período oficial para propaganda e cooptar votos é muito pequeno. Fator que beneficia àqueles que já são conhecidos e que têm a exposição de suas imagens pela mídia, tanto por fatos positivos como negativos.

É por isto que a renovação da política não será significativa para o bem da Nação. Contudo, parece, também, que o eleitor está despertando para a importância de seu voto, pois ninguém que pensa e trabalha tem a intenção de escolher um candidato, sem antes avaliar qual a sua importância e real contribuição para a vida pública brasileira.

É o despertar de novos tempos. Pelo menos dá para sentir que as pessoas estão mais preocupadas com os rumos da política, pois não falta nas rodinhas de “bate papo”, a pergunta que não quer calar: “em quem votar?” Eu pelo menos já sei em quem não votar, e você? 

“Escolher alguém para votar é tarefa que exige absoluta dose de bom senso. Desperdiçar o voto é burrice. O eleitor tem que deixar de pensar em si e votar pelo bem do Brasil!” 
Edson Vidal Pinto

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