Revista Ações Legais - page 32-33

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U
ma pesquisa realizada pelo
Serviço de Proteção ao Crédi-
to (SPC Brasil) e pela Confede-
ração Nacional de Dirigentes Lojistas
(CNDL) com líderes empresariais dos
ramos do comércio e serviços revela
que a maior parte da classe empre-
sarial avalia de forma positiva as mu-
danças na política econômica do atu-
al governo. Segundo o levantamento,
66% dos entrevistados consideram
importante a aprovação da reforma
da previdência, discussão que vem
sendo tratada como prioridade pelos
poderes executivo, legislativo e por
especialistas na área fiscal. Para 27% a
reforma não é importante, ao passo
que 7% não têm uma opinião formada
a respeito.
Demodo geral, as mudanças recentes
na política econômica do governo são
consideradas importantes para 79%
dos empresários consultados contra
13% que rejeitam a importância dessas
ações. Os que defendem que o pró-
ximo presidente dê continuidade a
agenda de mudanças na condução da
ECONOMIA
Reforma da Previdência é
importante para 66% dos
empresários
Presidente da CNDL, José Cesar da Costa
economia formam 75% dos empresários, ainda que 70% considerem necessário algum tipo
de correção nas medidas.
O mesmo estudo aponta ainda que 70% dos comerciantes e empresários que atuam no
segmento de serviços consideram importante a recente reforma trabalhista contra 23%
de reprovação. No caso da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que estipula um
teto de gastos do governo, são 73% que avaliam a medida como importante.
Para o presidente da CNDL, José Cesar da Costa, a reforma da previdência é um tema
que gera polêmica, mas que não pode ser tratado como tabu. “A evolução da situação
demográfica brasileira e o orçamento deficitário público agravado nos últimos anos já
influenciam a opinião pública de que o Brasil terá de fazer mudanças profundas, duras e
necessárias. Ainda que os empresários discordem de alguns pontos, a reforma da previ-
dência é algo inevitável”, explica o presidente.
Combate à corrupção e diminuição da carga tributária
Faltando pouco menos de nove meses para o país escolher um novo presidente, a pes-
quisa do SPC Brasil e da CNDL também procurou investigar o que os líderes empresa-
riais esperam do novo político que comandará o Brasil pelos próximos anos. De modo
geral, os empresários mostram-se divididos: 39% estão indiferentes, 27% otimistas e
20% pessimistas com o resultado que sairá das urnas. A nota média para a esperança
de que o Brasil vai melhorar depois das eleições é de 5,6 pontos em uma escala que
1...,12-13,14-15,16-17,18-19,20-21,22-23,24-25,26-27,28-29,30-31 34-35,36-37,38-39,40-41,42-43,44-45,46-47,48-49,50-51,52-53,...
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