Revista Ações Legais - page 52-53

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gador, Luis Felipe Kircher Lima: “a consultora veio até o tribunal diversas vezes, fizemos
várias reuniões nas quais ela nos apresentou as normas e também mostrou como pode-
riam ser aplicadas no gabinete. O mapeamento e a adoção de fluxos foi trabalhosa”.
A tarefa contou com o apoio da Assessoria de Planejamento e Gestão (Aplang) do tribunal.
A ferramenta chamada G4, já implantada e utilizada pelas unidades da 4ª Região, foi umdos
trunfos para facilitar esse “raio x” e o acesso aos dados já consolidados no sistema.
O motivo é porque a ISO 9001 exige uma padronização de todos os procedimentos ado-
tados durante a rotina de trabalho, chamada de abordagem de processos. Tudo que é
feito deve constar em um protocolo documentado de maneira informatizada. “Ao longo
do tempo, temos certas práticas que a gente realiza, mas não documenta. A primeira coi-
sa foi documentar. Quando você começa a escrever, você passa a perceber o que deve
ser feito para evitar erros e atrasos. Essas ações corretivas começam a ser percebidas de
forma mais clara”, diz Kircher Lima.
Auditorias avaliam a qualidade do trabalho
A primeira auditoria foi realizada e teve como objetivo a análise da documentação exigi-
da pela norma, que reúne a verifica as políticas de qualidade, manuais, pesquisas e regis-
tros das ações preventivas e corretivas, entre outros controles necessários à análise das
conformidades aos procedimentos do SGQ. Essa etapa, efetivada em junho de 2016, foi
conduzida pela empresa ABS Quality Evaluation. A segunda foi feita em agosto e durou
dois dias.
Durante o processo, foram aplicadas pesquisas de satisfação ao público atendido. Advo-
gados, por exemplo, puderam registrar sua opinião em relação aos prazos processuais e
eficiência dos servidores.
Vestindo a camisa
Na maioria das vezes, a ISO 9001 é solicitada pela iniciativa privada. Adaptar as especifi-
cidades de uma repartição pública às exigências da ISO foi uma das maiores dificuldades
segundo Maurique. “Diferente de uma empresa, aqui nossos clientes são as partes, ad-
vogados e defensores públicos. Tivemos que justificar vários pontos que não podiam ser
implementados aqui como são em uma organização privada”.
Sobre a sensação de receber um reconhecimento internacional desse porte, Maurique
enfatiza: “é uma satisfação enorme, mas essa conquista só foi possível graças à dedica-
ção de toda a equipe desse gabinete, não por causa de uma única pessoa. Vai desde mim
até o pessoal terceirizado que frequenta esse ambiente”.
Planos futuros
Segundo Maurique, um dos objetivos agora é não apenas manter o alto padrão, mas
também estabelecer novos métodos que permitam potencializar a produtividade. Outro
é servir de referência para que os demais desembargadores e unidades judiciárias da 4ª
Região busquem a certificação para seus gabinetes e varas. “Estamos à disposição para
auxiliar”, diz.
Luis Felipe Kircher Lima, assessor do gabinete
Certificado foi concedido pela International Organization for Standardization, com sede em
Genebra, na Suiça
GESTÃO DE QUALIDADE ISO 9001
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